Elegias ao país da memória

Resenha de Elegias do País do Sanhauá, de Joedson Adriano. “A periferia comumente confundida com a barbárie aparece com o espaço das lealdades, da dureza de quem faz o que for preciso, dos que morrem jovens e também daqueles que superam suas adversidades. O olhar para dentro a partir do lugar de quem a venceu traz um elemento nostálgico – melancólico, talvez – que perpassa todo o livro e lhe tira algum peso pelo, sem comprometer a sua densidade. Talvez esse seja o seu maior mérito, apresentar a aridez de seu mundo sem comprometer a sua beleza.”

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Contações

A Bahia é um estado gigantesco e plural – como dizem os baianos, é do tamanho da França – e, portanto, um caldeirão de influências, sotaques, cultura. Contudo, há uma Bahia mítica, cuja imagem é bem elaborada nas lestras de Caymmi e nos romances de Jorge Amado, povoado por figuras anônimas e comuns se vistas de longe, mas interessantes, ricas, folclóricas quando nos aproximamos. Essa gente que parece ficção está nos noticiários, nas ruas, nos canais do YouTube e protagonizam as Contações (Patuá), do poeta e escritor soteropolitano, Tiago D. Oliveira. 

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